Análise do especialista Marcos Paulo destaca atenção redobrada a contratos, documentações e prazos no aquecimento do mercado imobiliário nos últimos meses de 2025.
Com a retomada do crédito imobiliário e a expectativa de fechamento de operações antes do fim do ano fiscal, o mercado imobiliário brasileiro vive, em novembro de 2025, um dos períodos de maior aquecimento desde a pandemia. A movimentação reacendeu um alerta antigo — e necessário: o papel do corretor de imóveis como peça-chave para evitar prejuízos, atrasos e fraudes nas transações.
Segundo o especialista em aperfeiçoamento de corretores Marcos Paulo, pós graduado em Gestão Estratégica de Vendas pela USP e focado em gestão comercial imobiliário, o aumento das negociações no último trimestre exige mais profissionalismo e menos improviso. “Quando o mercado esquenta, cresce também a pressa — e a pressa é inimiga da segurança jurídica. O corretor é quem garante que compradores e vendedores não caiam em armadilhas contratuais, avaliações distorcidas ou promessas inviáveis”, afirma.
Nos últimos meses, cresceu o número de imóveis anunciados sem regularização adequada, especialmente em capitais e regiões metropolitanas. Para Marcos Paulo, esse é um problema que corre ‘por baixo do radar’ e que só um corretor experiente consegue identificar rapidamente. “Entre uma escritura desatualizada e uma matrícula com pendências, o comprador pode perder meses — e às vezes dinheiro. É o corretor que faz a triagem e evita que o cliente assuma riscos ocultos”, explica.
O último bimestre tradicionalmente concentra operações imobiliárias, impulsionadas por metas internas das construtoras, acordos de última hora e readequações financeiras das famílias. O consultor alerta que, justamente por isso, a chance de erro cresce. “O cliente acha que está economizando ao dispensar o corretor, mas na prática abre mão de um profissional que conhece a legislação, entende o trâmite cartorial e sabe negociar pontos decisivos”, diz Marcos Paulo. “Em 2025, com o mercado acelerado, isso ficou ainda mais evidente.”
Além da segurança jurídica, o corretor atua como mediador profissional, reduzindo conflitos e organizando expectativas. “Muita negociação trava porque compradores e vendedores estão emocionalmente envolvidos. O corretor tira o peso pessoal da mesa e conduz a conversa com estratégia. É ele quem transforma intenção em negócio fechado”, reforça o consultor.
Para quem pretende comprar ou vender um imóvel antes do fim do ano, Marcos Paulo é direto: “O corretor não é um gasto: é um seguro. No mercado atual, ele evita prejuízo, encurta caminho e aumenta o poder de negociação. É uma economia inteligente.”

