29/01/2026
A administração de grandes patrimônios públicos exige rigor técnico, transparência e compromisso institucional. Em um cenário de crescente fiscalização e cobrança por resultados, entidades previdenciárias e fundos públicos enfrentam o desafio de equilibrar segurança, rentabilidade e responsabilidade social. A boa governança desses recursos tornou se elemento central para garantir a sustentabilidade de longo prazo e a confiança da sociedade.
Nos últimos anos, a profissionalização da gestão pública avançou com a incorporação de práticas vindas do setor privado, como controles mais rígidos, planejamento estratégico e avaliação permanente de riscos. A administração de fundos previdenciários, em especial, demanda conhecimento jurídico, financeiro e regulatório, além de capacidade de tomada de decisão em ambientes complexos e altamente supervisionados.
A atuação de gestores com formação híbrida tem se mostrado relevante nesse contexto. Profissionais que transitam entre o Direito, a gestão e o mercado financeiro contribuem para decisões mais equilibradas e alinhadas às normas legais. Essa combinação de competências fortalece os mecanismos de controle interno e amplia a capacidade de resposta a auditorias, órgãos de controle e demandas da população.
A experiência da Maringá Previdência ilustra a dimensão desse desafio. A entidade administra um patrimônio superior a um bilhão de reais e exige uma estrutura robusta de governança para assegurar o cumprimento de sua finalidade institucional. A presença de gestores com visão jurídica e administrativa permite integrar responsabilidade fiduciária, conformidade legal e eficiência na alocação de recursos.
A trajetória de Jansen Miliorini da Silva é exemplo desse perfil profissional. Ao assumir a diretoria administrativa da Maringá Previdência em 2017, ele esteve diretamente envolvido na gestão de um volume expressivo de recursos públicos, adotando práticas de controle, transparência e planejamento. Segundo o gestor, a administração de fundos públicos exige decisões técnicas, distanciadas de interesses políticos e orientadas exclusivamente pela proteção do patrimônio coletivo.

Jansen Miliorini da Silva
Além da gestão financeira, a responsabilidade institucional envolve comunicação clara com os segurados e prestação de contas à sociedade. A clareza nos processos e a aderência às normas regulatórias reduzem riscos de judicialização e fortalecem a legitimidade das entidades públicas. Esse cuidado também cria um ambiente mais estável para investimentos e planejamento de longo prazo.
O fortalecimento da governança em fundos públicos reflete uma tendência nacional de maior exigência por eficiência e ética na administração dos recursos. A presença de profissionais qualificados, com experiência em diferentes esferas, contribui para elevar o padrão de gestão e para assegurar que patrimônios bilionários cumpram sua função social.
À medida que o debate sobre previdência e finanças públicas avança, a gestão responsável de grandes patrimônios se consolida como tema de interesse público. A integração entre Direito, administração e finanças aparece como caminho necessário para garantir sustentabilidade, confiança e proteção aos recursos que pertencem à coletividade.

