ONU alerta para venda de artigos de tortura em feira de segurança em Paris

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ONU alerta para venda de artigos de tortura em feira de segurança em Paris

A relatora especial da ONU sobre Tortura, Alice Jill Edwards, alertou para a necessidade de uma supervisão rigorosa das feiras de segurança e policiamento para evitar que equipamentos proibidos e abusivos cheguem ao mercado.

O alerta surge após terem sido encontrados artigos em exposição na Milipol 2025, uma feira de armas e segurança realizada em Paris de 18 a 21 de novembro.

Tortura ou maus-tratos

De acordo com termos do Regulamento Anti-Tortura da União Europeia, introduzido pela primeira vez em 2006 e reforçado em 2019, as empresas estão proibidas de promover, expor ou comercializar determinados equipamentos que possam ser utilizados para tortura ou maus-tratos.

Em 2025, a UE alargou ainda mais a lista de artigos proibidos e controlados destinados à aplicação da lei.

Relatores acreditam que dispositivos encontrados causam sofrimento desnecessário

Relatores acreditam que dispositivos encontrados causam sofrimento desnecessário

Entre os equipamentos encontrados na exposição estavam armas de choque elétrico de contacto direto como bastões, luvas e armas de choque, escudos anti-motim com pontas, munições com múltiplos projéteis de impacto cinético e lançadores de múltiplos canos.

A comercialização estava a cargo de várias empresas brasileiras, chinesas, israelitas, sul-coreanas, entre outras.

Sofrimento desnecessário

Segundo Edwards, os dispositivos encontrados causam sofrimento desnecessário e o seu comércio e promoção deveriam ser proibidos em todos os 27 Estados-Membros da UE e a nível global.

Após a notificação sobre os itens, os organizadores da Milipol tomaram medidas e exigiram sua remoção da exposição e das páginas do catálogo.

A especialista da ONU afirmou que as descobertas mostram a necessidade de um “Tratado Comercial Global contra a Tortura, juridicamente vinculativo”, e salientou que, embora a UE tenha adotado medidas recentes para reforçar a vigilância, a ação regional por si só é insuficiente.

O pedido feito aos organizadores de exposições de segurança, defesa e policiamento é que criem uma monitorização robusta, apliquem proibições de forma consistente e cooperem plenamente com investigadores independentes.



Fonte ONU

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