Saúde emocional como base da qualidade de vida: por que cuidar da mente deixou de ser opcional

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Para a psicóloga Andréa Almeida Bertin, saúde psicológica é um compromisso diário que impacta diretamente o bem-estar e o desempenho humano

Durante muito tempo, saúde e qualidade de vida foram associadas quase exclusivamente a hábitos físicos, como alimentação equilibrada e prática de exercícios. Hoje, esse entendimento evoluiu. Cada vez mais, especialistas reforçam que saúde emocional e psicológica são pilares centrais da qualidade de vida, influenciando comportamento, desempenho, relações e até a forma como lidamos com os desafios cotidianos.

Segundo a psicóloga Andréa Almeida Bertin, formada pela UFN Santa Maria, com pós-graduação em Neuropsicopedagogia Clínica e especialização em Psicologia do Trânsito e Avaliação Psicológica, o maior desafio da vida moderna é aprender a cuidar das próprias emoções. “O autoconhecimento deixou de ser um conceito abstrato e passou a ser uma necessidade básica para o desenvolvimento psicológico saudável”, afirma.

Na prática clínica, Andrea observa que cada pessoa enfrenta a vida a partir de sua própria história, crenças, limites e experiências. Por isso, embora o discurso sobre equilíbrio emocional pareça simples, o processo é profundamente individual. “Não existe uma única forma de lidar com emoções, frustrações ou mudanças. O que existe é a necessidade de aprender a reconhecer esses processos internos e desenvolver recursos para enfrentá-los”, explica.

Esse desenvolvimento passa pelo uso consciente de ferramentas psicológicas, pela identificação de potencialidades pessoais e, muitas vezes, pela construção de habilidades que ainda não existem. Explorar o novo, lapidar competências emocionais e dar nome às mudanças internas faz parte de um processo contínuo de crescimento. “Quando a pessoa consegue perceber suas emoções, nomeá-las e dar voz a elas, ela começa a retomar o controle da própria trajetória”, destaca.

A psicóloga reforça que contar com o auxílio de um profissional qualificado é fundamental para conduzir esse processo de forma segura e eficaz. O acompanhamento psicológico não se limita ao tratamento de transtornos, mas atua como um instrumento de prevenção, fortalecimento emocional e melhora da performance pessoal e profissional. “Cuidar da saúde mental é um compromisso diário e desafiador, mas absolutamente transformador”, pontua.

Nesse contexto, saúde passa a ser entendida como um estado dinâmico, construído dia após dia, a partir de escolhas conscientes, apoio adequado e disposição para o autoconhecimento. Quando emoções são compreendidas e bem manejadas, os resultados aparecem não apenas na mente, mas em todas as áreas da vida, relações mais saudáveis, maior clareza, equilíbrio e qualidade de vida real.

Ao integrar ciência psicológica, escuta qualificada e desenvolvimento humano, profissionais como Andréa Almeida Bertin reforçam uma mensagem cada vez mais clara: não existe saúde plena sem saúde emocional.

Andréa Almeida Bertin é psicóloga formada pela UFN Santa Maria, com pós-graduação em Neuropsicopedagogia Clínica e especialização em Psicologia do Trânsito e Avaliação Psicológica, atuando com foco em saúde emocional, autoconhecimento e qualidade de vida.

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