Páscoa em Paraisópolis mobiliza ação com arte, doação e impacto para mais de mil crianças

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Paulo Ricardo Campos e Elisângela Dias posam ao lado de obra artística com referência indígena em ambiente institucional
Elisângela Dias e Paulo Ricardo Campos

Iniciativa liderada por Paulo Ricardo Campos e pelo Instituto Elisângela Dias reforça que transformação social não se sustenta em discurso, exige presença ativa em comunidades vulneráveis.

No próximo dia 4 de abril, Paraisópolis, uma das maiores comunidades de São Paulo, será palco de uma ação que vai além da simbologia da Páscoa. Com expectativa de alcançar mais de mil crianças, a iniciativa une arte, doação e convivência como estratégia prática de impacto social, em um cenário onde a ausência costuma ser mais comum do que a presença.

Em um país onde projetos sociais muitas vezes se resumem a campanhas pontuais ou narrativas institucionais, a ação que acontece na Rua das Jangadas propõe um movimento mais direto: estar presente.

A iniciativa reúne o artista brasileiro de projeção internacional Paulo Ricardo Campos e o Instituto Elisângela Dias em uma programação que combina distribuição de chocolates com atividades artísticas voltadas ao estímulo criativo e emocional das crianças da comunidade.

Mais do que a entrega de itens simbólicos da Páscoa, o foco está na experiência. Pintura, interação e convivência fazem parte de uma proposta que tenta romper com o modelo assistencialista tradicional, aquele que entrega e vai embora.

Aqui, a lógica é outra: gerar pertencimento.

Segundo Paulo Ricardo Campos, o contato com a arte não é apenas uma atividade lúdica, mas um ponto de virada na percepção de futuro:

“Quando uma criança é incentivada a criar, ela passa a enxergar possibilidades que antes pareciam distantes.”

A fala não é estética. É estratégica. Em ambientes onde a referência é escassa, ampliar repertório é, muitas vezes, o primeiro passo para mudar trajetória.

Elisângela Dias e Paulo Ricardo Campos

A ação também reforça a atuação do Instituto Elisângela Dias, que há mais de duas décadas desenvolve projetos sociais em diferentes regiões. A legitimidade do trabalho não vem de discurso institucional, mas da própria história da fundadora.

Elisângela enfrentou contextos de vulnerabilidade extrema, incluindo situação de rua, antes de estruturar o instituto. Hoje, transforma essa vivência em base de atuação — o que, na prática, diferencia intenção de narrativa.

“Não é sobre o quanto você pode dar, mas sobre o quanto você está disposto a se importar. Quando você ajuda uma criança, você não muda só o presente, você muda o futuro.”

Em um ambiente digital onde causas sociais muitas vezes viram conteúdo, a ação em Paraisópolis opera no sentido oposto: menos visibilidade, mais execução.

Além das atividades com as crianças, a organização também mobiliza voluntários e amplia a captação de doações, com o objetivo de aumentar o alcance da iniciativa.

Não há promessa grandiosa. Há presença. E, no atual cenário, isso já diferencia.

Serviço

A ação acontece no dia 4 de abril, a partir das 10h, na Rua das Jangadas, 9, em Paraisópolis, zona sul de São Paulo.

Interessados em contribuir com doações ou atuar como voluntários podem entrar em contato diretamente com a organização. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 91481-3743 ou pelo perfil oficial no Instagram.

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