
Autoridades estatísticas de Moçambique enfatizam que é essencial estar a par dos avanços sobre o desempenho internacional na análise das experiências em áreas como crescimento econômico e indicadores para medir avanços em metas globais.
A presidente do Instituto Nacional de Estatística, INE, Mónica Magaua, disse à ONU News que o país, em pleno período pós-recessão e eventos extremos, pode se beneficiar de ferramentas de outras entidades para examinar esse tipo de situação.
Possibilidade de ter assistência técnica
“Os primeiros três trimestres foram de recessão. No quarto houve crescimento, mas o ano é o somatório dos quatro trimestres. Quando se faz a comparação é Moçambique em relação aos outros países da região e do mundo. Com ou sem esta presença na comissão, estes indicadores medem-se. Estando na comissão, temos a vantagem de termos a possibilidade, no caso de implementar novos manuais, por exemplo, que é o caso do SNA 2025 e a balança de pagamentos na sua sétima versão, temos a possibilidade de obter assistência técnica.”
Os dados do INE revelam que nos últimos três meses de 2025, a economia em Moçambique inverteu a tendência de quatro trimestres de queda com uma alta de 4,67%. A recessão foi de 0,52% em todo o ano passado.
O país africano cumpre o primeiro mandato de quatro anos na Comissão de Estatísticas da ONU, reunida na sua 57ª. sessão na sede da organização. A entidade supervisiona os trabalhos da Divisão Estatística no Conselho Económico e Social.
Estatísticas oficiais
Para Magaua, a posição em que o país se encontra é privilegiada para ter apoio técnico das Nações Unidas e de outras organizações para melhor acompanhar a medição da implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODS.
“Quando se fala das calamidades naturais, naturalmente aquilo afeta. Havendo avanços, entretanto, aparece alguma chuva, destrói escolas e afeta no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável na área da educação, por exemplo, ou na área de saúde. Já tínhamos avançado um pouco, mas os grandes eventos climáticos afetam. Organizações como as Nações Unidas, entre outras, também têm ajudado. Quando se ajuda, por exemplo, na recuperação pós-ciclone, é uma forma clara, e de louvar, de se diminuir o sofrimento das populações e contribuir para a redução no grande declínio do cumprimento das metas.”
Na medição do impacto das catástrofes e outros eventos, o INE colabora com o Sistema das Nações Unidas em Moçambique. De uma forma permanente, a cooperação envolve a Comissão Econômica das Nações Unidas para a África.
Fonte ONU

