Tecnologia acessível transforma a irrigação na agricultura familiar com a startup Irrigabot

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Um mercado em expansão

Em meio aos desafios históricos enfrentados pela agricultura familiar brasileira, uma iniciativa inovadora surge para transformar a realidade de pequenos produtores rurais. A startup  Irrigabot aposta na combinação entre tecnologia de ponta e simplicidade de uso para democratizar o acesso à irrigação inteligente no campo.

Liderada pela pesquisadora  Eng. Tuane Lisboa Silva Paixão, o projeto reúne especialistas de diferentes áreas para enfrentar um problema crítico: o desperdício de água e o desgaste físico no trabalho rural.

Desperdício invisível e trabalho exaustivo

Dados recentes indicam que cerca de 40% da água utilizada na irrigação familiar é desperdiçada (FAO, 2023). Ao mesmo tempo, o campo enfrenta uma realidade marcada pelo envelhecimento da força de trabalho, com predominância de agricultores mais velhos e altos índices de desgaste físico.

A situação impacta diretamente a produtividade e a qualidade de vida no campo. A agricultura familiar, responsável por 70%  dos alimentos consumidos no país, ainda depende de práticas manuais e pouco eficientes (EMBRAPA, 2017).

Irrigação inteligente na palma da mão

Para enfrentar esse cenário, o Irrigabot desenvolveu uma solução que alia automação, inteligência artificial e conectividade simplificada. O sistema permite controlar a irrigação diretamente pelo WhatsApp, eliminando barreiras tecnológicas e facilitando a adoção por pequenos produtores.

A tecnologia contempla:

  • Automação da irrigação e fertirrigação;
  • Monitoramento contínuo de variáveis como umidade do solo e clima;
  • Integração e armazenamento de dados;
  • Apoio à tomada de decisão com base em inteligência artificial;

Testes no Paraná validam a solução

A tecnologia foi testada em condições reais no Sítio Prezotto, em uma área de 3.000 metros quadrados, com cultivo de hortaliças na região de Cianorte, no Paraná. A validação ocorreu em parceria com a cooperativa COOANORTE, que atua como canal estratégico para expansão da solução.

A atuação junto às cooperativas é considerada essencial para ampliar o acesso à tecnologia, especialmente em regiões com menor infraestrutura digital;

Testes no Paraná validam a solução

Parcerias e atuação nacional

Com atuação do Sul ao Norte do país, o Irrigabot reúne uma equipe multidisciplinar formada por especialistas de instituições como UFBA, UFRB, UEM e Unicesumar. Integram o projeto o engenheiro de software Lucas de Oliveira, a pesquisadora e geógrafa Pollyana Guimarães Braz, o Phd. Diego Cunha, especialista em biotecnologia e o Cientista de dados Marcos Antônio, responsável pela inteligência artificial.

A equipe conta ainda com André Makoski e Tânia Souza, fortalecendo as áreas de comunicação e gestão. A diversidade do grupo garante uma atuação integrada entre tecnologia, ciência e as demandas do campo.

Tecnologia acessível e impacto social

O Irrigabot também se destaca pelo custo reduzido. Enquanto soluções tradicionais podem ultrapassar R$ 20 mil, o sistema apresenta valores significativamente mais acessíveis, ampliando seu alcance entre pequenos produtores.

Além do aspecto econômico, os impactos sociais e ambientais incluem:

  • Redução de até 40% no consumo de água;
  • Aumento de até 25% na produtividade;
  • Redução do esforço físico no trabalho rural;
  • Inclusão digital no campo.

Esses resultados estão alinhados às diretrizes de desenvolvimento sustentável e políticas públicas voltadas ao setor.

Um mercado em expansão

O projeto se insere em um mercado promissor. Estima-se que o setor de tecnologias de irrigação movimente cerca de R$ 1,8 bilhão por ano no Brasil, com potencial de atingir milhões de produtores familiares (EMBRAPA, 2023).

Além disso, programas como o Plano Safra e o fortalecimento do Pronaf ampliam as oportunidades de financiamento e adoção de tecnologias no campo.

Inovação com propósito

Ao unir tecnologia, acessibilidade e impacto social, o Irrigabot se apresenta como uma alternativa concreta para modernizar a agricultura familiar no Brasil. Mais do que eficiência produtiva, o projeto propõe uma transformação na qualidade de vida de quem está na base da produção de alimentos.

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