Mundo se une na Semana Mundial da Imunização de 2026

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Mortes por sarampo diminuíram 88% desde 2000, mas casos aumentaram

Nos últimos 50 anos, as vacinas salvaram mais de 150 milhões de vidas. Isto ilustra o poder da ciência e da decisão das pessoas de proteger suas famílias contra doenças como sarampo, difteria, coqueluche, poliomielite e rotavírus, segundo agências da ONU. 

Todos os anos, a Organização Mundial da Saúde, OMS, o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, e a Aliança Global de Vacinas, Gavi, promovem a Semana Mundial da Imunização. O evento que ocorre desde 24 a 30 de abril tem como tema a eficácia das campanhas: “Para cada geração, as vacinas funcionam”.

Dose zero e crianças

Neste ano, a parceria que também envolve governos e comunidades locais tem como grande prioridade as crianças com a “Dose Zero”. Do grupo coberto em nível global, mais de 67% eram menores de idade.

Um profissional de saúde administra uma vacina contra a poliomielite a uma criança adormecida envolta em um cobertor colorido no Malawi, como parte de uma campanha de vacinação da OMS na África.

Nova parceria impulsionou as medidas para chegar à meta de recuperar 21 milhões de crianças

Essa proteção antecipada contra o sarampo aplicada antes do início do esquema vacinal rotineiro chegou até 15 milhões de menores pela primeira vez.

A meta é promover a equidade vacinal nas comunidades de mais difícil acesso, especialmente em nações lidando diariamente com conflitos armados, instabilidade política ou sistemas de saúde frágeis. 

A parceria defende que “manter o impulso atual exigirá não apenas vontade política”, mas também a expansão dos investimentos domésticos de longo prazo e compromissos altamente confiáveis de parceiros e doadores internacionais.

Iniciativa Big Catch-Up 

Para enfrentar a crise de vacinação após anos de interrupções, a iniciativa The Big Catch-Up, ou Grande Esforço de Recuperação, foi um divisor de águas ao fornecer mais de 100 milhões de doses a cerca de 18,3 milhões de crianças em 36 países. 

No Brasil, uma nova iniciativa de imunização quer proteger adolescentes contra o HPV com uma vacina, oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde, SUS. A meta é cooperar para baixar o risco de vários tipos de câncer em meninas e meninos.

Uma cientista com óculos de segurança e um casaco de laboratório segura um pequeno tubo de ensaio num ambiente de laboratório.

Agências internacionais sustenham que avanços científicos atuais continuam marcando a história da medicina

Até março de 2026, a parceria impulsionou as medidas para chegar à meta de recuperar 21 milhões de crianças. Países participantes, distribuídos pela África e Ásia, respondem atualmente por 60% de todas as crianças de dose zero no mundo. 

Primeiro ano de vida

A OMS considera que as interrupções geradas pela pandemia acentuaram de forma dramática esse cenário, acrescentando milhões de nomes à lista daqueles países que habitualmente ficam para trás.

Para resolver a lacuna de equidade, o programa abraçou uma abordagem contemplando muito além da imunização infantil tradicional. 

A iniciativa também utilizou os sistemas de rotina para alcançar uma quantidade global de crianças mais velhas, com idades entre um e cinco anos, que perderam vacinas essenciais antes do primeiro ano de vida.

Imunização de rotina 

Apesar dos números impressionantes de recuperação, as agências globais de saúde fazem um alerta crucial. Por um lado, elas reconhecem as campanhas de catch-up como boas estratégias emergenciais para fechar as lacunas imediatas.

Mas defende que expandir o alcance e a força dos programas de imunização de rotina continua sendo a maneira mais eficaz e sustentável de proteger as crianças e prevenir futuros surtos de doenças. 

A condição é ter um sistema de rotina forte, que permite que as populações mais vulneráveis em áreas isoladas possam continuar protegidas à medida que envelhecem.

Futuro protegido pela ciência 

As agências internacionais sustenham que avanços científicos atuais continuam marcando a história da medicina. 

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Vacinas protegeram várias famílias de uma forma segura durante gerações

Novas vacinas contra malária, HPV, cólera, dengue, meningite, vírus sincicial respiratório, ebola e da Mpox estão salvando ainda mais vidas. Elas permitem que pessoas em todas as fases da vida vivam mais e com muito mais saúde.

Além de representar uma ocasião para celebrar vitórias, a Semana Mundial da Imunização pretende mostrar como as vacinas protegeram várias famílias de uma forma segura durante gerações.

A iniciativa também quer reforçar que, com o investimento e a dedicação corretos, os imunizantes continuarão a ser o maior escudo da humanidade para o futuro.



Fonte ONU

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