Genteee, fiquei sem ar com essa barbaridade. O Rio Grande do Sul está em choque com a notícia que abalou a cultura gaúcha: Julio Reny, 66 anos, um dos nomes mais emblemáticos do rock sulista, foi espancado dentro da própria casa com o próprio troféu de música. Sim, meu amor, você leu direito: o troféu que celebra arte virou arma.
A filha do cantor, Consuelo Vallandro, veio a público aos prantos, denunciando que o agressor era uma pessoa próxima, de extrema confiança e convivência, a típica tragédia que chega de onde ninguém espera. Segundo ela, Reny levou múltiplas pancadas no rosto, tantas que as duas retinas descolaram, deixando-o completamente sem visão.
“Ele não enxerga mais nada. Foi tanta pancada que descolou as duas retinas”, relatou Consuelo, num desespero palpável. Estou perplexa aqui, amores!
Após um show em Viamão, o artista voltou para casa, e o que deveria ser descanso virou pesadelo. O agressor, tomado por paranoia agravada por álcool, segundo ela, usou a estatueta do Prêmio Açorianos de Música, conquistado por Reny dias antes, como arma.
O impacto foi tão violento que, apesar do estrago na visão, Reny não teve traumatismo craniano. Um milagre dentro da tragédia.
Reny aguarda uma cirurgia vital pelo SUS, prevista ainda para novembro. A recuperação deve levar de 30 a 45 dias para que haja esperança de voltar a enxergar.
Enquanto isso, a família, aflita, criou uma campanha online para arcar com despesas das cuidadoras, já que o cantor perdeu totalmente a autonomia.
“Os custos são altos, não conseguimos cobrir tudo”, disse Consuelo. E aqui a gente entende: quando a violência entra pela porta, a rotina vira cacos.

Julio Reny não é apenas um cantor, ele é um capítulo vivo do rock gaúcho. Liderou bandas como Cowboys Espirituais, KM 0, Expresso Oriente e Irish Boys. É autor de clássicos que moldaram gerações, como: Amor & Morte, Jovem Cowboy e Não chores, Lola.
O artista que sempre deu voz às dores do mundo agora precisa da nossa. Se puder, apoie a campanha da família. Além da vaquinha, você pode ajudar pela chave Pix: julioreny@vakinha.com.br
Fonte Jornal de Brasília

